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quarta-feira, 6 de julho de 2022

Cavidade de acesso

 Cavidade de acesso


Objetivo........................

Promover o acesso direto ao sistema de canais radiculares de forma que facilite a

instrumentação e obturação hermética dos canais radiculares.

Princípios

• Visualização da anatomia radicular interna com radiografias periapicais e bite-wings

• Preparo da cavidade de acesso através das faces palatinas/linguais e oclusais;

• Remoção de toda restauração defeituosa e cárie antes do acesso;

• Remoção das superfícies dentárias sem suporte estrutural

• Adiamento do Isolamento Absoluto antes das localizações dos orifícios

• Localização, visualização e exploração de todos os orifícios do canal radicular

• Inspeção da Câmara pulpar usando iluminação adequada;

• Não desgastar assoalho da câmara pulpar

Etapas do processo da cavidade de acesso

1. Acesso à Câmara Pulpar;

2. Preparo da Câmara Pulpar;

3. Configuração Final da Câmara Pulpar ou Forma de Conveniência

4. Limpeza e Assepsia da Câmara Pulpar;

5. Localização das Entradas dos Canais Radiculares;

Cuidados prévios

• Adequação dos tecidos periodontais adjacentes.

• Avaliação de possíveis variações anatômicas (Forma, Calcificação e Inclinação).


Técnica de Acesso

1- ACESSO À CÂMARA PULPAR

É obtido através da trepanação da coroa do dente, executada de maneira específica, até

atingir e apenas ultrapassar o teto da câmara pulpar.

- Área ou Ponto de eleição;

- Forma de contorno inicial;

- Direção de trepanação;

1.1 - ÁREA OU PONTO DE ELEIÇÃO

A área de eleição é o ponto escolhido para ser iniciado o desgaste do dente.


Incisivos e Caninos Superiores

Face palatina 1 a 2 mm abaixo do cíngulo (+/-centro da coroa).


Incisivos e Caninos Inferiores

Face lingual 1 a 2 mm acima do cíngulo ( +/- centro da coroa).


Pré Molares e Molares

Face oclusal junto a fossa central em ambos os arcos


1.2 - FORMA DE CONTORNO INICIAL

Incisivos Superiores / Incisivos e Caninos Inferiores

Triangular regular, com base voltada para incisal e o vértice voltado para o cíngulo.


Caninos Superiores

Igualmente aos Incisivos Superiores, porém pode ser necessária uma maior extensão no

sentido cervico incisal, por causa da presença do divertículo central, que é voltado para a

cúspide perfurante, dando aos caninos uma forma de contorno inicial lanceolada ou de chama

de vela.


Pré Molares

Forma cônico ovoide, achatada no sentido mésio distal com extensões maiores do preparo no

sentido vestíbulo palatino em superiores e vestíbulo lingual nos inferiores.


Molares Superiores

Triangular, com base voltada para vestibular e o vértice voltado para o palatina.


Molares Inferiores

Triangular, irregular ou trapezoidal, por causa da presença de dois canais na raiz distal.



1.3 - DIREÇÃO DE TREPANAÇÃO

Incisivos e Caninos Superiores e Inferiores

A penetração inicial é realizada com a broca operada perpendicularmente a linha do longo eixo

do dente em toda a espessura do esmalte. O angulo de penetração para a entrada inicial na

câmara pulpar e paralelo ao longo eixo da raiz.

Pré Molares e Molares Superiores e Inferiores.

Direção vertical, paralela ao longo eixo do dente.


2- PREPARO DA CÂMARA PULPAR

Esta etapa consiste na remoção da porção restante da parede do teto e no preparo das

paredes laterais da câmara pulpar, sem modificar a configuração normal de seu soalho.

• Brocas Ativas – Brocas Esféricas

Sentido de dentro para fora sem tocar no assoalho da câmara

RISCOS – Alterações no assoalho da câmara pulpar e podem obliterar as entradas dos

canais radiculares dificultando sua localização e penetração.

• Brocas Inativas – Brocas “Endo Z” / 3083

Uso preferencial, elas podem tocar o assoalho sem o desgaste do mesmo.

Permitem realizar um desgaste lateral da câmara pulpar, percorrendo todos os ângulos,

produzindo uma expulsividade nas suas paredes.

PARTICULARIDADES DA TÉCNICA – Caso tenha que trabalhar o assoalho.

1. Uso de Brocas LN

2. Uso de Insertos Ultrassônicos

Extremamente úteis para romper calcificações e auxiliar a localização do orifício de entrada do

canal.

3- CONFIGURAÇÃO FINAL DA CÂMARA PULPAR OU FORMA DE

CONVENIÊNCIA

Esta configuração é obtida de acordo com a topografia da cavidade pulpar de cada dente,

sobretudo no que diz respeito ao tamanho e forma da sua câmara e à direção ou curvatura do

seu canal ou dos seus canais radiculares.

Conhecida também como “forma de conveniência” esta etapa é realizada com a intensão

de dar uma conformidade à cavidade pulpar com a finalidade de facilitar outros procedimentos

operatórios.

A Configuração final da Cavidade Pulpar visa:

• Facilitar o acesso dos instrumentos endodônticos ao canal radicular.

• Possibilitar a visualização e dar linhas diretas às paredes da cavidade pulpar em a direção

às entradas dos canais (acesso direto e reto aos canais)

• Permitir que a cavidade adquira paredes lisas e planas, para favorecer a visibilidade

adequada dos orifícios de entrada dos canais radiculares

• Simplificar todas as manobras operatórias de instrumentação e de obturação dos canais

radiculares.

4- LIMPEZA E ANTISSEPSIA DA CAVIDADE

Este procedimento visa tomar medidas preventivas para colocar o dente em condições

adequadas para receber o tratamento endodôntico.



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